domingo, 20 de agosto de 2017

Orfeu da Conceição - Vinicius de Moraes (1956)

Abrindo mais uma vez o espaço do Blog para "os amigos" de Bandeira e Drummond, apresento a peça "Orfeu da Conceição" (Tragédia Carioca) de Vinicius de Moraes. Esta primeira edição, cuja impressão foi terminada em Setembro de 1956 na Imprensa Nacional, é composta de 6 cadernos de folhas soltas, acondicionados em caixa cartonada.

Baseada no drama da mitologia Grega "Orfeu e Eurídice", a peça teve sua trilha sonora lançada no mesmo ano com músicas de Antonio Carlos Jobim e letras de Vinicius de Moraes. Baseado na peça, foi lançado em 1959 o filme "Orfeu Negro", sendo premiado naquele ano com a "Palma de Ouro" em Cannes e o "Oscar" de melhor filme em língua estrangeira.

Esta bela edição de arte, com tiragem bastante limitada, foi planificada e ilustrada pelo artista plástico Carlos Scliar, no ano (1956) que o artista havia se mudado de Porto Alegre para o Rio de Janeiro. 

Em 1960 a peça foi re-editada, desta vez em forma de brochura e tiragem comercial, pela Livraria São José.

O exemplar em minha coleção está em excelente condição, tendo certamente recebido cuidado e conservação adequada durante toda sua vida, e seus cadernos ainda estão "por abrir". 

A primeira página, do primeiro caderno, recebeu os autógrafos de autor e ilustrador.



Capa e cadernos acondicionados dentro
da capa cartonada.

Detalhe da capa que envolvia os 6 cadernos
desta primeira edição de "Orfeu da Conceição
de Vinicius de Moraes.

Detalhe da linda capa realizada pela
"Foto Silk-Screen Limitada".

Fundo da caixa cartonada executada pela
"Cartonagem Guanabara Limitada".

Capa da primeira edição da peça
"Orfeu da Conceição" de
Vinicius de Moraes.

Autografos de Vinicius de Moraes e
Carlos Scliar.

Detalhe dos autografos de autor e ilustrador.

Detalhe dos cadernos e ilustração de Carlos Scliar.

Primeiro ato da peça e morro carioca sob a luz do luar
ilustrado pelo artista plástico Carlos Scliar.

Detalhe tipográfico.

Detalhe da caixa cartonada.

Folha de rosto da obra.


Orfeu na visão de Carlos Scliar.

Contribuição de Pablo Neruda.

Introdução da peça "Orfeu da Conceição"
De Vinicius de Moraes.



Justificação da obra.




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Cartão de agradecimento em forma de poesia - Carlos Drummond de Andrade (1979)

Este lindo cartão escrito por Carlos Drummond de Andrade, em Dezembro de 1979, traz um dos versos mais conhecidos de Drummond. Creio que o mesmo foi enviado muitas vezes a amigos, na forma de lembrança de fim de ano, mas nunca havia sido publicada em livro até o lançamento da antologia de versos que tratavam do sentimento de fim de ano, organizada por Pedro e Luis Mauricio Drummond, e editada em 2008 pela Editora Record com o título de "Receita de Ano Novo".

Neste cartão, o poeta abre o agradecimento por um "belo presente" recebido, do "caro Sebastião" e família, com o lindo poema "A Máquina do Tempo":

"Se a máquina do tempo nos tritura,
ao mesmo tempo gera imagens novas.
Renascemos em cada criatura
que nos traz do infinito as boas novas."

Assinam Carlos Drummond e sua esposa Dolores.



Cartão de agradecimento de Drummond e sua esposa Dolores.

Cartão timbrado de Carlos Drummond de Andrade

Poema transcrito por Drummond, 29 anos antes de sua
publicação pela Editora Record em 2008 no livro
"Receita de Ano Novo".

Assinatura de Carlos Drummond de Andrade.

Verso transcrito pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade.

"Crônicas da Província do Brasil" - Manuel Bandeira (1937) - Dedicatória especial.

Esta primeira edição das "Crônicas da Província do Brasil" foi editada pela Editora Civilização Brasileira em 1937. Trata-se de uma coletânea de crônicas escritas para os jornais: "A Província do Recife", "Diário Nacional" de São Paulo e o "Estado de Minas" de Belo Horizonte.
Algumas desta crônicas foram re-editadas no livro "Flauta de Papel" (1957). Livro  foi impresso nas oficinas da Pongetti em 1937 para a Civilização Brasileira com 264 páginas e Manuel Bandeira o dedicou a Rodrigo Melo Franco de Andrade.

O exemplar recentemente adicionado a minha coleção foi dedicado por Manuel Bandeira, no ano de 1940, para Murilo Miranda, fundador da Revista Acadêmica, e sua esposa Yedda Braga Miranda, irmã de Rubem Braga, com quem Murilo havia se casado em 1939.

A Revista Acadêmica, segundo Carlos Drummond de Andrade: "Refletia o que a inteligência Brasileira tinha de mais vivo, na criação literária e artística, e na crítica social." Em 1945 Murilo Miranda editaria as "Poesias Traduzidas" de Manuel Bandeira, em tiragem reduzida (vejam "post" aqui no Blog) e ilustrações de Guignard.

Nota curiosa: Na primeira página do livro, Manuel Bandeira rasura a palavra "João", da cidade de S. João d'El-Rei, a substituindo por "José" na margem direita (vide foto abaixo). A rasura me parece ter sido feita com a mesma caneta usada na dedicatória.

Ps. Fotografias abaixo são do arquivo pessoal de Yedda Braga Miranda e foram extraídas do livro " Mario de Andrade - Cartas a Murilo Miranda".



Capa da primeira edição das
"Crônicas da Província do Brasil"



Detalhe da capa da primeira edição.

Dedicatória de Manuel Bandeira para Yedda
Braga Miranda e Murilo Miranda.

Folha de rosto da obra.

Obras de Manuel Bandeira até então.

Livro foi dedicado para Rodrigo Melo Franco
de Andrade pelo poeta.

Curiosa rasura em que Manuel Bandeira
substitui João por José no nome da
cidade Mineira.

Yedda Braga Miranda (centro), cercada por
Zora Seljan, então sua cunhada por estar
casada com seu irmão Rubem Braga, e
Mario de Andrade.

Murilo Miranda com Lasar Segall, que foi
homenageado pela Revista Academica
com um exemplar dedicado a ele.

Murilo Miranda e Yedda em um jantar em
homenagem a Lasar Segall.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"Poesias Completas" - Manuel Bandeira (1948) - Dedicado para Dulce

Quarta edição das poesias reunidas de Manuel Bandeira e a terceira a usar "Poesias Completas" como título (a edição considerada primeira, da reunião de poesias até então, foi a de 1924, cujo título era "Poesias" somente.). "Poesias Completas - Edição Aumentada" de 1948 foi a primeira editada pela "Casa do Estudante do Brasil - CEB" e teve o formato brochura com 349 páginas. A CEB seria responsável também pela edição da quinta reunião de poesias em 1951.

Comparando-se com a edição anterior da Editora Americ (1944), este livro teve a adição do volume "Belo Belo". Tiragem desta edição: 2000 exemplares.

O exemplar recentemente integrado a minha coleção foi dedicado, de forma muito íntima e singela, a Dulce Pontes, a segunda na linhagem dos três amores duradouros de Manuel Bandeira. Assim como Fredy Blank (Moussy) e Maria de Lourdes, companheira do poeta até sua partida, Dulce manteve longa relação amorosa com Bandeira.
A Pernambucana Dulce Pontes, além de ser enfermeira de profissão, também escrevia poesias e figurou no elenco de poetas da "Antologia de Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos", organizada por Manuel Bandeira (Editora Zélio Valverde-1946), com o pseudônimo de "Lucila Godoy", que tratava-se do verdadeiro nome da poetisa Chilena Gabriela Mistral.

Créditos da informação acima: Texto do escritor Paulo Armando "Os Três Anjos de Manuel Bandeira".

Capa da obra.

Detalhe gráfico da capa.


Dedicatória de Manuel Bandeira para
Dulce Pontes, a segunda de três anjos.

Detalhe da singela e charmosa dedicatória
de Manuel Bandeira.

Folha de rosto da nova edição aumentada das
Poesias Completas de Manuel Bandeira.


Poema de abertura do livro.

Detalhe tipográfico.

Contracapa da obra.

Encadernação de época com adesivo do
encadernador Vallelle.